Eleição 26: o Brasil resolveu brincar com fogo

Hiroshi Bogéa  –   O primeiro turno de 2026 deixou uma coisa cristalina: o Brasil resolveu brincar novamente com fogo. E, como costuma acontecer por estas bandas, tem gente achando que incêndio é apenas fogueira de São João. Não é. A eleição produziu um Congresso Nacional fortemente deslocado para a extrema direita e ampliou o espaço das forças identificadas com o bolsonarismo.

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Bets: o futebol não pode beber na fonte da miséria

Hiroshi Bogéa  –  Tem uma coisa curiosa no Brasil. Quando o pobre perde dinheiro apostando, chamam de entretenimento. Quando o clube ganha dinheiro com a aposta, chamam de patrocínio. Pronto. Está resolvida a moral da história. Só esqueceram de perguntar quem paga a conta. Agora que se fala em acabar com as bets, os clubes descobriram que podem ficar sem dinheiro.

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O dia em que conheci Zuenir Ventura

Hiroshi Bogéa – O jornalismo brasileiro amanheceu mais pobre nesta terça-feira, 22. Morreu, aos 95 anos, Zuenir Ventura, jornalista, escritor, cronista, repórter e integrante da Academia Brasileira de Letras. Zuenir morreu em casa, no Rio de Janeiro, em decorrência de uma pneumonia. Autor de livros fundamentais para compreender o Brasil contemporâneo, como *1968 — O Ano que Não Terminou* e *Cidade

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A revolução invisível que transformou o cotidiano banal no maior espetáculo da Internet

Hiroshi Bogéa –  Há alguma coisa de extraordinariamente curiosa acontecendo diante dos nossos olhos. Talvez estejamos vivendo uma das maiores mudanças de comportamento da história da humanidade — e, de tão acostumados à Internet, já nem percebemos o tamanho da revolução. Basta abrir o celular. Ali está o mundo inteiro, aparentemente sem necessidade de explicação. Uma mulher aparece durante trinta segundos,

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Paz se preserva com diplomacia, mas também com capacidade de defesa

Hiroshi Bogéa –  Sou um pacifista convicto. Sempre acreditei que a diplomacia, o diálogo e o respeito entre as nações são os únicos caminhos capazes de garantir uma paz duradoura. Entretanto, a História ensina uma lição dura: países não preservam sua soberania apenas com boas intenções. Também precisam possuir capacidade de defesa compatível com a dimensão de seu território, de suas

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