Dr. Daniel, do Podemos, foi eleito neste domingo (4) governador do Pará no primeiro turno das eleições de 2026. O resultado confirma a vitória do ex-prefeito de Ananindeua em uma disputa marcada pela forte polarização política e pelo confronto direto com o grupo dos Barbalho.

Segundo os dados da apuração divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dr. Daniel ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos e garantiu a eleição sem necessidade de segundo turno. Na parcial mais recente, ele aparece com cerca de 51,7%, contra 46,2% de Hana Ghassan, do MDB.

A vitória representa uma mudança significativa no cenário político paraense. Hana Ghassan, atual governadora e integrante do grupo político liderado pelo ex-governador Helder Barbalho, não conseguiu manter o controle do Palácio dos Despachos para o MDB.

A trajetória de Dr. Daniel é marcada por uma ascensão política construída principalmente na Região Metropolitana de Belém. Médico, ele foi vereador de Ananindeua, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará. Em 2020, foi eleito prefeito de Ananindeua no primeiro turno e posteriormente reeleito, consolidando-se como uma das principais lideranças políticas do Estado.

O resultado deste domingo também evidencia a força eleitoral conquistada pelo ex-prefeito de Ananindeua fora dos limites da região metropolitana. Em Marabá, por exemplo, Dr. Daniel terminou a eleição com 58,26% dos votos válidos, demonstrando desempenho expressivo no sul e sudeste paraense.

A eleição, portanto, produz uma nova correlação de forças na política do Pará. Dr. Daniel assume o governo com o desafio de transformar a vitória eleitoral em uma gestão capaz de responder às demandas de um Estado marcado por profundas diferenças regionais e por grandes desafios nas áreas de saúde, infraestrutura, segurança, educação e desenvolvimento econômico.

A partir de janeiro de 2027, o Pará terá um novo comandante político. E a vitória de Dr. Daniel, mais do que uma troca de nomes no governo, representa uma mudança importante no mapa de poder do Estado.

A apuração ainda estava em andamento quando a eleição foi matematicamente definida, mas a vantagem superior à metade dos votos válidos já garantia a vitória em primeiro turno.