Cena 1.
Na Folha 17, bairro do Núcleo Nova Marabá, este blogueiro atende campainha de sua casa.
À porta, nossa vizinha, aflita, pergunta se temos disponibilidade de imagens de câmeras para checar a movimentação de pessoas na noite anterior no entorno da rua.
Em seguida, a explicação:
– Tentaram sequestrar meu filho ontem, quando ele brincava aqui nas calçadas com outros amiguinhos.
O garoto e seus colegas narraram a passagem de um carro, com três pessoas dentro, inclusive uma mulher.
De repente, o veículo passa perto do filho da vizinha e alguém, dentro do carro com a porta traseira aberta., segura em sua camisa e puxa-o, para o interior do veículo.
A sorte é que a criança de seis anos tem sua camisa rasgada a tal ponto que soltou-se do corpo dela, fazendo-a cair no asfalto.
O carro arranca em velocidade, depois da tentativa de sequestro frustrada.
Diversas pessoas que passavam naquele horário pelo local testemunharam.
Cena 2.
Dias depois, mais precisamente semana passada, uma jovem mãe não menos aflita, narra episódio semelhante vivido na praça São Félix, Núcleo Velha Marabá.
O local é um dos pontos mais convergentes da cidade.
Ponto de encontros que oferece espaço para a prática de patinação, skate e entretenimento de crianças.
Ali,Thellyby Rhaynny quase perde seu filho, nas imediações de um bar chamado Predileto.
Os sequestradores chegaram a colocar uma arma na cabeça da mãe, enquanto outros corriam atrás da criança, para provavelmente levá-la em uma moto que se encontrava próxima montada por dois indivíduos.
A narrativa abaixo é de um post printado pelo blogueiro, assinado por Thellyby Rhaynny.
O post da jovem mãe recebeu dezenas de compartilhamentos, ao mesmo tempo reforçado por comentários de pais de famílias preocupados com crescentes denúncias de tentativas de sequestros de crianças em Marabá.
Adevaldo souza araujo
15 de fevereiro de 2018 - 13:41Saudades do tempo que tínhamos medo da Buiuna,nego d’água,(ou seria afro d’água?),martinta pereira,caipora etc….seres que já não povoam mais o imaginário da nossa criançada.
George Hamilton Maranhão Alves
15 de fevereiro de 2018 - 09:02Provavelmente, o sequestro não seja para pedido de resgate haja vista que as vítimas são escolhidas aleatoriamente. Outro fato é que, excluída a folha 17, as imediações da praça São Félix, Velha Marabá, são constituídas de famílias de baixo poder aquisitivo. Parece mais sequestro para tráfico de crianças, seja para trabalho escravo, sacrifício em rituais religiosos ou tráfico de órgãos.
Elki
15 de fevereiro de 2018 - 06:50É preciso que nós mães e pais tomemos cuidado, mas isso so nao basta precisamos de policiamento ostensivo e patrulhamento com viaduras para a nossa seguranças e de nossos filhos.
Anonimo
14 de fevereiro de 2018 - 21:24É importante também ficar atento a essas pessoas que oferecem ajuda para segurar bb’s nos hospitais, como no HMM. Ontem presenciei uma cena assim e achei meio estranho, me parecia que a senhora queria algo mais que ajudar.